SANTEANDROS 2 – O SALSEIRO ATACA NOVAMENTE


Santeandros, como vimos anteriormente, foi banido do futebol.

Dizem, até chorou.

Mas “banido” e “Santeandros” são duas palavras antagônicas e por isso, o nosso campeão não se deu por vencido e tratou de costurar sua volta ao futebol.

Foi difícil, dispendioso, mas Santeandros conseguiu cravar seu retorno triunfal aos
gramados.

Tal qual um Dunga ferido, Santeandros retornou em grande estilo, com direito até a entrevista coletiva.

Claro, seu nome era sinônimo de algo – não necessariamente de futebol, mas quem se importa? – e por isso apareceram alguns clubes interessados em contratá-lo.

O Bergamota Futebol Clube venceu a disputa e com direito a vestir a camisa 10 e ter faixa de capitão, Santeandros foi apresentado à torcida.

Chamado de medalhão – na linguagem dos boleiros – Santeandros se sentiu especial e presumiu que suas opiniões seriam bem-vindas; por isso, tratou de opinar na escalação e formação tática, deixando o treinador – ex-cunhado do dono do clube – politicamente encurralado.

Ouvindo ao “galático”, o treinador, que equilibrava bem um elenco com jogares experientes e jovens, começou a privar os garotos dando ênfase aos mais velhos, deixando assim o Bergamota mais lento, com sistema de jogo cadenciado – o que impedia de evidenciar a falta de preparo físico de Santeandros e assim ele nem precisaria entrar em forma.

A imprensa percebeu o tiro no pé quando Santeandros começava a dizer que aquele era o time que ele idealizava – e não o treinador.

Embora não fosse aquela Coca-Cola toda, o time do Bergamota tinha gás para lutar por uma posição intermediária na tabela, só que não, já que com os ajustes táticos de nosso herói, o rendimento do time caiu e logo a última colocação era algo palpável.

A bomba, claro, estourou na mão do treinador que, demitido, atirou para todos os lados e não acertou ninguém.

Santeandros, por sua vez, tratou de se garantir e pressionou o dono do Bergamota a deixá-lo escolher o novo treinador, ou então abandonaria o time.

Três dias depois, o tio de Santeandros é efetivado como o novo treinador, o que deixou todo o elenco em polvorosa. Alguns mais exaltados tentaram tomar as rédeas da situação à força, mas bastaram três voadoras sorridentes de Santeandros para os ânimos se acalmarem.


Santeandros enfim se tornou aquilo que sempre quis: ser o dono da bola!

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