OS MERCENÁRIOS 2



Assistir a Os Mercenários 2 é esperar para ver a luta entre Stallone e Van Damme. Você sabe, desde o início dos anos 90, quando Van Damme surgiu como uma real “ameaça” ao reinado de Stallone e Schwarzenegger que esse dia chegaria.
Demorou um pouco mais porque Van Damme se envolveu com drogas e começou a fazer filmes ruins e sem muita inspiração.
Ele mesmo declarou que estava sob efeito de drogas quando aceitou vários papeis, inclusive o de Guile, em Street Fighter – A Última Batalha.
Também disse que teve um caso com Kilie Minogue, cantora/atriz que interpretou Cammi no mesmo filme. Por que estou falando sobre Kilie Minogue? Porque ela era/ainda é muito gostosa e eu, no lugar do ‘músculos de Bruxelas’ também a pegaria.

Enfim, Van Damme, mesmo debilitado – filmograficamente – conseguiu dar a volta por cima com muitos filmes ruins e outros nem tanto, e chegou lá.
Após ter recusado um papel em Os Mercenários – que dizem ter ficado com Dolph Lundgren – o belga ganhou o direito de ser o grande vilão do segundo filme.
E é difícil dizer quem rouba mais a cena: ele, Schwarzenegger ou Chuck Norris.
Ok, para o Chuck Norris é até covardia, já que seu personagem é uma homenagem a ele mesmo, uma lenda dos “facts” que invadiram a net a vários anos atrás.
Schwarzenegger rouba a cena com suas tiradas engraçadas – a melhor delas é quando Bruce Willis pega um carro e o chama. Ele arranca a porta do carro, entra e solta: “até meu sapato é maior que esse carro.” Não tem como não rir.
Van Damme não tem essas tiradas. Ele é mal a pronto. Mas ele introduz umas mímicas, um jeitão de vilão de seriado antigo, uma maldade de teatro de escola... que te faz torcer por ele em certos momentos. Aliado a Scott Adkins, seu parceiros em muitos de seus recentes filmes, e mais uma penca de ‘soldados’, ele entra em rota de colisão com a turma de Stallone e o final você já sabe: pancadaria.


Mas estou indo longe, deixa voltar.
Os Mercenários 2 começa com a equipe indo numa missão de resgate. Lá, encontram um velho conhecido. É onde também Jet Li deixa seu cartão de visitas, praticamente monopolizando a luta.
Depois ele sai de cena.
De volta, Barney Ross [Stallone] recebe uma missão de Church [Bruce Willis], pegar um equipamento num avião que caiu num determinado lugar. Ele é obrigado a aceitar porque “deve” um favor a Church. De quebra, recebe a adesão de uma chinesa, que manja do negócio que eles vão buscar.
Lá, “trombam” com a gangue de Van Damme, que quer vender plutônio e ficar bilionário.
Por questões pessoais, Stallone não vê a hora de meter a porrada em Van Damme, cujo nome é... Villain [legal, né?].
Mas há ainda a luta preliminar – Jason Statham versus Scott Adkins.
E a luta final.

Sobre o filme, ele é bem curto, e você o vê numa paulada só.
Claro, ainda é um filme de Stallone, então o personagem Barney Ross dele é meio Rocky, meio Rambo e meio John Spartan – paizão, amigo, inteligente e esperto. E é um veículo para Stallone brilhar.
Já Jason Stathan perde um pouco de espaço em relação ao primeiro, mas ainda aparece bem. Dolph Lundgren e Terry Crews tentam se destacar também, mas é pouco o que recebem. Randy Couture foi o que mais sofreu. Quase não o vemos. E Liam Hemsworth, o novato, tem uma participação importante, por isso seu papel é maior.

Seria legal uma história maior, mostrando mais sobre os caras? Com toda a certeza. Mas ainda assim, o filme é bem legal. Tem uma hora em que eles chegam a um vilarejo e uma mulher lhes pergunta “vocês são de onde?”. Stallone responde: “Americanos.”
Aí os outros começam “Chinesa” – diz Nan Yu, “Sueco” – diz Dolph Lundgren, “Negro” – diz Terry Crews. É engraçado.

Assista a Os Mercenários 2. é bem melhor que o Batman e Os Vingadores. Juntos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A ARTE DE JOSÉ LUIS GARCÍA-LÓPEZ

ELLEN ROCHE COMO LARA CROFT

ME SENTINDO COMO VAL KILMER - 2