LOCKOUT


Lockout, segundo a Wikipédia, é a recusa por parte da entidade patronal, em ceder aos trabalhadores, os instrumentos de trabalho necessários para a sua atividade.

Lockout é também o filme estrelado por Guy Pearce e Maggie Grace, e produzido por Luc Besson.

Eu poderia dizer que Lockout é também um capítulo apócrifo da saga de Snake Plissken – o anti-herói protagonista de Fuga de Nova York e Fuga de Los Angeles.
Aliás, logo após a estréia de Fuga de Los Angeles, por anos houve o rumor de um terceiro filme da franquia idealizada, escrita e dirigida por John Carpenter e estrelada por Kurt Russell ao qual o bandido Plissken estaria às voltas com a Fuga do Planeta Terra.
Isso saiu de foco após Gerard Butler, então com moral após o “sucesso” de 300 tentar levar adiante um reboot de Figa de Nova York.
Kurt Russell protestou, John Carpenter vendeu os direitos, mas nada aconteceu.

Pois eis que Fuga do Planeta Terra foi feito. E seu nome é justamente Lockout.

É verdade! Vejamos.

Em Fuga de Nova York, o ano é 1997 e Nova York se tornou o pior lugar do mundo para se andar de noite, de dia ou a qualquer hora. A coisa piora quando o avião presidencial cai em Manhattan e os bandidos pegam o presidente americano como refém. A saída? Enviar um bandido para resgatá-lo com a promessa de, em caso de sucesso, ele estaria livre. E para persuadi-lo a não mudar de idéia, um veneno lhe é aplicado e só as pessoas que o enviaram têm a cura.

Fuga de Los Angeles já é outra coisa: ano agora é 2000 e, após em terremoto, Los Angeles é separada do continente e lá se torna uma ilha-prisão, ou tudo o que há de pior em termos de marginais vai parar lá. Três anos depois, não concordando com as decisões tomadas pelo pai, o presidente americano, a filha rouba uma caixa-preta que contém um dispositivo que pode “apagar” completamente e [literalmente] o planeta.
Snake volta à ação quando, preso de novo, é mandado para a ilha, para recuperar o dispositivo e matar a filha do presidente – até porque ela se tornou amante do líder dos bandidos na ilha, não por acaso, um camarada de boina vermelha [onde será que já vimos isso antes?].
 
Lockout. Snow é um homem que está tendo um momento difícil na vida. Acusado de traição e, principalmente, por matar um colega da Inteligência, ele se torna uma carta na manga quando a filha do presidente americano vai visitar uma prisão por acreditar que os condenados sofrem maus tratos graças a indutores que lhes deixam em animação suspensa enquanto cumprem sua pena. Um dos efeitos colaterais seria a demência. Mas essa prisão não fica na Terra. E sim... no espaço.
Graças a uma tentativa idiota de um de seus seguranças tentar ajudar a moça a coletar informações dos presos a respeito de como são tratados por lá, uma rebelião acontece e ela se vê como refém.
Então, um homem tem a idéia brilhante de enviar Snow ao resgate da moça e assim se livrar das condenações. O grande detalhe é que o responsável por isso é justamente o homem que lhe acusa de assassinato e traição.
Mas Snow tem motivos pessoais para ir até lá, já que a chave para a sua liberdade está lá [e não é a filha do presidente].
Snow é um cara com tiradas sensacionais, um humor corrosivo e sem muita técnica para lutas. Uma mistura do Batman, do Nolan com John McLaine, de Duro de Matar 1 [adianto que as tiradas sensacionais e o humor corrosivo são do Duro de Matar. O resto é do Batman].
Mas aí você pensa: se os bandidos tomaram o controle, basta explodir a prisão e tudo dará certo, certo? Bem, eles querem fazer isso, mas com a filha do homem lá, fica difícil. E ela sabe disso, por isso reluta em querer ser salva, já que tem por princípios tentar melhorar a vida dos prisioneiros.
O final é muito interessante, digno de um Fuga de Alguma Coisa, e se Guy Pearce estivesse com um tapa-olho, funcionaria perfeitamente bem também.

Vale uma conferida!


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