ENTREVISTANDO JULIO SHIMAMOTO


...ou MEUS ANOS DE AREIA HOSTIL 2

Ando ressuscitando esse assunto Areia Hostil, porque algumas novidades surgiram a respeito do antigo prozine.

Uma delas é o retorno do site, que serve como uma memória virtual de tudo o que rolou por lá, enquanto a revista estava viva.

Na seção Zona Livre, você encontra, por exemplo, uma entrevista que fiz com Julio Shimamoto.
Embora esteja defasada pela ação do tempo [afinal, ela aconteceu em 2005], ainda é muito legal vê-la.

Essa entrevista se deu da seguinte forma: como eu disse anteriormente, Lorde Lobo e eu nos tornamos grandes amigos, trocávamos emails diariamente [naquela época, a conexão era discada, veja só] e ele me indicou muitos fanzines, como o QI, por exemplo. 
O QI era uma espécie de catálogo dos quadrinhos brasileiros e mostrava tudo o que era lançado no mundo dos Quadrinhos Independentes – por isso o nome, QI.

No QI, na seção de cartas, eu vi um comentário de ninguém menos que o Shima.

Curiosamente, naquela época ele estava lançando um álbum, pela Devir, chamado Claustrofobia, em conjunto com Gonçalo Júnior.

Eu simplesmente escrevi uma carta, criei uma série de perguntas e, juntamente com alguns exemplares de Areia Hostil enviei pra ele.

Qual não foi a minha satisfação ao receber a resposta [toda feita à mão] com a entrevista respondida completamente. Fiquei extasiado.

E aquela foi apenas a nossa primeira troca de idéias através de cartas.

Julio Shimamoto sempre foi um camarada muito gentil, bem-humorado, criativo, e cheio de idéias – isso eu digo em relação às nossas trocas de cartas; seus quadrinhos estão acima disso.

Pude ter a honra e a oportunidade de chamá-lo de amigo.

E disse que, se um dia pudesse, gostaria de ser o seu vizinho, ahah.

Você vê o vídeo que mostra um pouco da arte de Shima ali, ao lado no meu blog. É a  mais sincera homenagem que eu poderia fazer a esse grande artista brasileiro, que continua trabalhando firme e forte, sempre inovando em suas histórias.

Se você ainda viu, clique aqui confira a entrevista com o mestre. Vale a pena! 

P.S. na edição #14 de Areia Hostil, Shima colaborou de forma apócrifa, já que havia me enviado uma HQ, mas não me autorizara publicá-la. Infelizmente, a carta me desautorizando não chegou às minhas mãos e a HQ foi parar nas páginas do zine.
Shima foi muito boa praça comigo e entendeu a situação.

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