OS VINGADORES - ASSISTIMOS



Os Vingadores é o filme que une todos os anteriores, Homem de Ferro 1 e 2, O Incrível Hulk, Thor e Capitão América, para uma espécie de desfecho da “fase um” do Estúdio Marvel.

Além de Homem de Ferro, Hulk, Thor e Capitão, há ainda as adições de Nick Fury, Viúva Negra, Gavião Arqueiro e Maria Hill, na equipe – embora alguns indiretamente.

O grande vilão é o mesmo responsável pela união do grupo, em 1963, nos quadrinhos: ninguém menos que Loki, o deus da trapaça e irmão de Thor.

Assisti ao filme somente nessa semana, então já peguei o bonde andando, com o filme quebrando recordes e barreiras – o que acabou se tornando uma constante para mim. Só vi o primeiro Homem de Ferro após o incentivo de um amigo, e assim foi com O Incrível Hulk. Já o Capitão, por ficar bastante cético a respeito. Já esse, Vingadores, dúvidas e mais dúvidas a respeito do que poderia ser o filme.

Confesso que nenhum dos trailers do filme me empolgou. Gostei de algumas coisas, mas nada que enchesse os olhos. A idéia de juntar todos os personagens ali era muito interessante. Porém, isso era algo meio que um caminho a seguir, principalmente quando assistimos ao filme do Capitão, cujo clímax não existe e, o grande vilão, Caveira Vermelha, realmente não chega a ter a batalha final com o herói. Achei tudo bastante esquisito.
Vendo o filme, grandioso, bonito, cheio de tramas e uma direção segura, percebemos que temos um filme de verão na tela. Fica óbvio o porquê do sucesso – mas não o porquê de tantos recordes sendo quebrados. Mas isso eu também poderia dizer de O Cavaleiro das Trevas, filme chato, cuja única personagem marcante é o Coringa de Heath Ledger.

Já esse Os Vingadores, tudo é feito para o público que conhece os personagens, ou dos filmes anteriores, ou eventualmente sabem do que se trata. O Hulk talvez seja o maior exemplo, já que tem a maior mudança de personalidade, e nesse ponto, penso eu, o telespectador é tratado como criança. É uma boçalidade o que ele faz com o Thor [humilhando graficamente o asgardiano] apenas para arrancar risadas.

Chris Evans como Capitão América também é a prova de que ninguém queria o papel e a Marvel, então, deu ao primeiro louco que o aceitou. O engraçado é que ele é tratado como “astro”, tendo sua mascara arrancada em certo tempo do filme e ele fica com o rosto à mostra dali pra frente.

Jeremy Renner como Gavião Arqueiro também é outra escolha equivocada. A personalidade de Clint Barton seria mais para um ator do naipe de Woody Harrelson, que vive rindo e debochando de tudo, que confia que suas flechas resolvem qualquer parada. É um cara rebelde, insolente e não ta nem aí pra nada – por isso o nome, Clint, de Clint Eastwood.

Já Mark Rufallo realmente deu um rendimento maior ao elenco. Uma acertada escolha, já que o ator é bom e sabe segurar momentos de tensão. Em meio a Chris Evans, Chris Hemsworth e Samuel L. Jackson, quando Rufallo e Robert Downey Jr, aparecem em cena – e juntos – o filme ganha em dimensão.
Downey Jr., como você deve saber, domina o filme e tem as melhores cenas, os melhores diálogos, e segura o filme.

Tom Hiddleston, como Loki, é muito bom. Não o deixa cair na caricatura, já que vive rindo, como sua contraparte nos quadrinhos, e passa o ar ameaçador.

Scarlett Johansson é um colírio. Linda, fascinante, convidativa, interpreta uma Viúva Negra com classe e estilo, e tudo nela ajuda. Assim como a intérprete de Maria Hill, Cobie Smulders, outra delícia num uniforme colante.

Já Samuel L. Jackson, é engraçado perceber como ele é um canastrão que não consegue empolgar. Principalmente quando se espera empenho dele. Lembro-me de ter assistido a Serpentes a Bordo, esperando um puta filme do “modafocka” e as serpentes seriam apenas um detalhe. Como eu estava enganado: as serpentes foram demais pro cabra e ele, sendo o policial, o fodão da trama, conseguiu perder sua arma para um cantor de rap de quinta categoria com problemas de caráter.
Talvez o melhor papel de Jackson tenha sido mesmo o vilão de Corpo Fechado. Afora disso, nada vai.
Voltando para Os Vingadores, e a trama?
A trama é a mais manjada possível. Loki faz um acordo com “não sei quem” para conseguir um exército e ter em mãos um artefato que lhe transformaria no maioral da Terra e, quiçá, em Asgard. Mas para conseguir isso, primeiro era preciso abrir um portal cósmico, para que as criaturas pudessem chegar à Terra. E para isso, ele precisava da ajuda de um astrofísico – que já havia aparecido no filme do Thor.
Bom, ele abre o portal e as criaturas vêm. E no meio do clímax, a pergunta que fica é: “certo, e daí?”.
Daí, meu incauto, é que aqueles alienígenas não servem para nada a não ser fazer a Viúva Negra mostrar o quanto é boa na porrada, nos malabarismos e por aí; e o Gavião acerta tudo com suas flechas; e o quanto o Capitão América é um bundão porque quase apanha dos caras.
Ao final, Loki é derrotado, os aliens são expulsos com o fechamento do portal – de uma maneira que já vimos umas 587 vezes no cinema – e os Vingadores se tornam então Os Maiores Heróis da Terra.

Essa é minha última resenha de filmes de super-heróis. Estou me aposentando disso porque não é mais para mim. Fiquei velho pra isso, infelizmente.

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