A ARTE DA VIDA - PARTE 2

Tem um filme de 1993, chamado Dragão - A História de Bruce Lee, ao qual mostra, evidentemente, a história desse ícone das artes marciais. Uma das cenas mais interessantes é quando ele vai filmar, pela primeira vez, como Kato, o ajudante do detetive Besouro Verde.
Na cena, o Besouro está preso, amarrado numa cadeira e é preciso que Kato arrombe a porta do covil dos vilões, desça uma escada e bata nos bandidos.
O diretor então pergunta se ele conseguiria pular os degraus da escada. Ele responde: "vou tentar".
Quando é gritado "ação", Bruce Lee/Kato arrebenta a porta com um pontapé e num salto quebra a lâmpada que gerava luz ao lugar e cai no chão - ou seja, já tinha saltado os degraus da escada. Sua agilidade/destreza/habilidade são tão grandes que impressionam o diretor. Pra nós, espectadores, ela é bem engraçada.

Ontem, lembrei dela, claro, sem compararmos as características.
Levei minha filha ao oftalmologista. Ela está perto da primeira série, eu uso óculos, a família da mãe também, então nossa preocupação sempre foi evidente.
Mas há sempre um porém: minha filha só conversa com a mãe ou comigo. Com outras pessoas, ela é praticamente muda, tamanha a sua timidez.
Então, após quase meia hora de atraso [numa clínica particular, veja a que ponto chegamos], chegou a vez da moça. Ela sentou no colo da mãe e tudo aquilo que a doutora perguntava, ela não respondia.
Mas ela precisaria se sentar na cadeira e dizer quais letras ela via.
Eu então me aproximei dela e disse: "Filha, pra sabermos se está enxergando bem, você terá que ler e dizer as letras que vir, ok? Você vai ter que dizer à doutora, tudo bem?"
Ela balançou a cabeça confirmando que o faria e se sentou.
A doutora ligou o aparato lá que fazia as letras aparecerem na parede e escolheu uma sequência de cinco - por exemplo, RZWKJ - e pediu à minha filha para ler a primeira à esquerda.
Ela já mandou: "R-Z-W-K-J."
Todos rimos e a doutora se surpreendeu. Então ela continuou perguntando e minha filha respondendo.
Realmente, não há nada de errado com a visão dela e sua leitura também está muito boa.
Particularmente estou aliviado, porque há um certo "sofrimento" em usar óculos, principalmente quando se é criança.
Já uma mulher adulta, de óculos, é charmosa.
Eu acho.

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