UP - ALTAS AVENTURAS


Sabe aqueles filmes com muito estilo e pouco conteúdo?

Avatar, Matrix Reloaded, King Kong, Trilogia 11 Homens e Um Segredo e por aí vai. UP é assim.

Começa de forma até interessante, lá atrás, quando o velhinho, Fredricksen, ainda era criança, fã de matinês de aventura, estilo Capitão Sky. É quando conhece Ellie, uma menina cujos gostos se assemelham com os de Fredricksen. Ou seja, filmes de aventuras e aeronaves.

Porém, ao contrário do tímido e introspectivo, Fredricksen, Ellie fala pelos cotovelos.

Não é preciso ter bola de cristal para adivinhar que os dois passarão o resto de suas vidas juntos.

Eles se casam. Vão morar na casa que outrora Ellie utilizava como seu avião, já que ela estava abandonada.

Com uma edição ligeiríssima, a Disney prova como não está interessada no público infantil. Porque alguns cortes são dignos de filmes de Tony Scott ou Michael Bay, com uma câmera nervosa e tudo acontecendo muito rápido, como se o diretor estivesse com pressa para partir loga para a ação.

E naquele estilo "piscou, perdeu", logo vemos Fredricksen velhinho, sozinho e rabujento, lutando para manter sua casa, já que a vizinhava fora comprada por provavelmente uma corporação que quer transformar tudo ali [inclusive o terreno de nosso heroi] num mega shopping center - bem, eu não tenho absoluta certeza de que seja, mas não é sempre assim?

Graças a suas questões sentimentais, o velhinho Fredricksen se vê às portas de perder seu lar e por isso decide partir numa última aventura, sonho da vida de Ellie: viajar até as florestas da América do Sul.

Ele só não sabia que tinha um parceiro nessa viagem: Russell, um garotinho simpático - e carente, aliás como todos no elenco - que quer ser promovido a grande escoteiro, por isso precisa ajudar um idoso [no caso, Fredricksen] para que possa galgar essa posição.

Juntos, acabam se envolvendo em várias "aventuras" porque Fredricksen, que na juventude vendia balões num parque em que Ellie trabalhava, decide usar todo o seu estoque para levar a si e sua casa até as ditas florestas da América do Sul.

Up não é uma aventura divertida. Não é nem engraçada. Visualmente, é fantástica. Mas como história, é um tédio, deprimente mesmo. Te forçam a sentir pena de todos os personagens.

Mesmo com a voz do mestre do humor, Chico Anysio, no personagem de Fredricksen, a coisa funciona.

Sinceramente, tenho pena das crianças que só podem assistir a esse tipo de programa. Up, Procurando Nemo, Bolt... enfim, não edificam nada, não têm senso de humor, as histórias são uma lástima. É como se todo mundo decidisse botar aparelho para dar uma estética mais bonita aos dentes. Verdade, dá.

Mas fica tão remanufaturado, que oi resultado é uma chatice.

Comentários

Anônimo disse…
Não sei porque perdi meu precioso tempo lendo essa merda de "crítica", só consegui sentir pena desse pobre coitado que não conseguiu entender o filme.
É como diz um ditado: "gosto é igual braço: tem gente que não tem!"
Vagner Francisco disse…
Olhe pelo lado bom: leu um texto meu, eheh.

Mas se você quiser me explicar o filme, por favor, tenha a bondade.

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