UMA TURMA DA PESADA!


Ano que vem eu completarei 20 (vinte) anos de envolvimento com quadrinhos - como "produtor", quero dizer; como leitor, nem sei.

Em 1990, escrevi e 'desenhei' a primeira edição de Turma da Pesada.

(desenhei entre aspas simples porque realmente não dava para chamar aquilo de desenho, todo a lápis e mal se podia ver os desenhos.)

Mas ali tudo começou; com histórias inspiradas nos(as) colegas de classe na Escola Estadual Atilio Codato, em  Cambé. 

Era difícil não se inspirar com aquele pessoal. 

Tinha o cara que animava a turma, puxando a fila para jogarmos futebol no intervalo; foi o primeiro a notar uma garota que até então era uma menina e se transformara num mulherão no decorrer do ano.

Tinha o outro que era o esportista, único da sala a disputar jogos abertos, essas coisas, e alvo das meninas.

Tinha um terceiro que aparentemente era rico (mas acabamos por descobrir como é viver de aparência, ehehh).

E tinham as meninas também. Ahhh, as meninas, elas realmente estavam enturmadas conosco, mas naquela época, a coisa era um pouco mais inocente do que hoje em dia.

Eu cheguei por lá praticamente na metade do ano e até seu final já estava praticamente enturmado. 

Foi nessa turma que conheci Anderson Cossa, com quem fiz amizade de verdade só no final do ano. Uma história que sempre me lembro envolvendo Cossa, aconteceu por causa de uma bola.

Como fora previamente combinado, a cada dia um de nós levava a bola do futebol diário nos intervalos. Chegou a vez de um outro amigo em comum entre Cossa e eu. Ele disse pra mim:

 - Cara, não tou a fim de levar a bola embora. Quer levar?
 - Eu não. - respondi.
 - Ahh, já sei. - ele falou - Vamos chutar a bola no quintal do Andinho (como o ilustre artista era conhecido). Amanhã ele leva na escola.
 - Tem certeza? E se ele não levar? - era importante que ele levasse porque nosso futebol diário era algo sagrado.
 - Ela leva! - concluiu com segurança.

Então chutamos a bola para dentro do quintal de Cossa e fomos embora almoçar.

No dia seguinte, eis que na hora do futebol, a bola estava presente. Cossa realmente a encontrou e automaticamente sabia o que havia ocorrido.

Ah, sim. Na foto acima, estamos Ricardo Gatti de Freitas e eu, quando nos tornamos manchete de jornal, na nossa cidade. Isso ocorreu em 1991. Nos próximos posts comento sobre isso.

Abraços!!

Comentários

Anderson Cossa disse…
É verdade! Bicho, só você pra lembrar dessas histórias. Bons tempos!

Tá legal o blog. Manda ver aê!

Abraço!

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