ELEIÇÕES...

Pois é, para algumas cidades, onde não há segundo turno, as eleições 2008 já se findaram. É o caso da minha, com 65 mil eleitores aproximadamente.

Já disse aqui que gosto de política e tal. Confirmo isso. Gosto muito dessa parte dinâmica da política, o conflito de propostas, a busca ao eleitor. Vejo os políticos como vendedores (e sei que estou sendo redundante quando digo isso, mas...) que vendem sua imagem a cada aperto de mão, cada troca de palavras. E o dia da eleição é o dia do fechamento do mês, dia de cumprir a meta. De colher aquilo que se plantou durante todo o ciclo de propostas.

Em minha cidade, aconteceu um fato inesperado: o candidato para quem eu votei ganhou. Não, não foi esse o fato inusitado. E sim, porque ele estava em terceiro nas "pesquisas". Vamos destrinchar um pouco isso...

O atual prefeito, candidato a reeleição, era o A, apontado como franco-favorito, com apoio do atual governador e um deputado estadual muito influente. O candidato B, um médico bastante popular e populista, vinha logo em seguida, muitas vezes apontado como o grande vencedor.

Alguns amigos até disseram: "Olha, vou votar no candidato B porque dizem que ele está 'pau a pau' com o prefeito."

E no final das contas, acabou dando o candidato C.

O que quero dizer com isso? Bem, o que todo mundo já sabe, ehehe. Que não dá para confiar em nada além dos próprios instintos. E outra: pesquisas podem ser manipuladas.

Mês passado mesmo, o presidente Lula obteve quase 80% de aprovação do povo brasileiro. E quantas pessoas foram entrevistadas? Mil e alguma coisa. Nesse caso, a grande pergunta é: Qual a população brasileira? 190 milhões? E desses 190 milhões, apenas mil e poucos foram entrevistados. Então, como ter absoluta certeza de que o Brasil aprova em quase 80% o governo do presidente Lula? Isso, se levarmos em conta que, de mil e poucos, "apenas" oitocentos e poucos aprovaram seu governo.

Não me leve a mal se você está gostando do governo do presidente Lula; não falo mal de seu trabalho nesses anos, mas quero dizer que não há como ter absoluta certeza que realmente o Brasil aprova seu trabalho em 80%.

E talvez por isso é que política seja tão fascinante. Abraço!!

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