DUAS COISAS...

Semana passada eu finalmente assisti a 300, a (comentada e elogiada) adaptação cinematográfica da graphic novel de Frank Miller. Sei lá, ando meio chato para filmes adaptados de quadrinhos, ou estou ficando muito velho. Ainda não consegui definir direito. O problema é que 300, embora tenha tido uma arrecadação espantosamente alta, não passa de um teatro filmado com efeitos especiais de fundo. Num determinado ponto da produção quando o rei Leônidas (interpretado por um puta canastrão chamado Gerard Butler) resolve ir até o “rei-deus” Xerxes (que ganhou o rosto do brasileiro Rodrigo Santoro – não vou ser hipócrita, Santoro é fraco para um vilão. No lugar dele, um Sylvester Stallone, por exemplo, nem precisaria de um exército infindável da Pérsia para acabar com Leônidas e seus 300; sozinho, ele daria conta. Mas vamos lá...). A idéia é que ele suba uma montanha e encontre seu algoz no topo. Pois a impressão que dá é que ele escalou duas pedras e chegou lá. Bem teatro de escola mesmo.

É engraçado que Zack Snider, o diretor de 300, esteja sendo bastante elogiado pela produção, principalmente porque mostrou o que a garotada quer ver hoje em dia: violência, nudez fácil e truculência ao máximo. Mas e a história, cadê? Ou será que a teoria de Rob Liefeld de que “as histórias já eram” chegou aos cinemas?

Realmente as batalhas impressionam pelo seu realismo, mas por terem sido usadas em excesso, acabam por se tornarem cansativas. Coração Valente, por exemplo, supera 300 em tudo! Já Senhor dos Anéis – As Duas Torres e suas lutas infindáveis são tão cansativas quanto.

Mas 300 está à frente de seu tempo porque tem para todos os gostos, quando mostra um tipo diferente da mulher espartana, com a rainha Gorgo, que dá opiniões, briga com meio mundo e até dá o aval para o maridão, Leônidas, meter o pé no peito de um persa. Há também dois guerreiros espartanos que sugerem ter um relacionamento um pouco mais sentimental.

Bom, agora só nos resta aguardar pela mais nova aposta de Zack Snyder: a adaptação de Watchmen, apontada por muitos como a obra-prima de Alan Moore. Vai que desta vez ele acerta...

Já Heroes é outra situação. Assisti a sua estréia domingo último, às 21 horas, numa cortesia da Rede Record.
Tim Kring criou uma série sobre pessoas comuns que se descobrem com superpoderes. A premissa é bacana e com o grande furor causado nas tvs americanas, com direito a prêmios, como o People’s Choice Award, e indicações a Globos de Ouro, tudo levava a crer que estávamos diante de um novo Lost, ou 24 Horas, ou até mesmo CSI. Por motivos óbvios o protagonista da série se chama Hiro Nakamura, um ingênuo japonês, fã de quadrinhos e Jornada nas Estrelas. Ele descobre que pode controlar o tempo. Ou pelo menos os ponteiros do relógio. Há outros personagens também, como um candidato ao congresso que pode voar, assim como seu irmão; um pintor que prevê o futuro através de seus quadros; uma garota que tem a capacidade de se regenerar; uma striper com dons misteriosos; um policial telepata; e por aí vai... a Rede Record veiculou dois episódios de uma só vez e tivemos a chance de conhecer um pouco melhor cada personagem.
Ainda prefiro CSI. E também Lost. Acho que por ser sobre assuntos diferentes. Heroes é muito enraizado nos quadrinhos e ainda por cima, apela para o drama, como todo seriado adolescente americano. CSI também tem drama, assim como Lost, mas essas séries têm personagens inteligentes e intrigantes, como Gil Grisson (em CSI) e John Locke (em Lost).

Minha cota de Heroes acaba por aqui. No próximo domingo, minha opção será 8 E Meia No Cinema – no SBT - ou Futebol Compacto – na Band.

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